quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A Night at the Opera (álbum do Queen)

A Night at the Opera é o quarto álbum de estúdio da banda britânica de hard rock Queen, lançado em 21 de novembro de 1975 na Europa e em 2 de dezembro de 1975 nas Américas.
Com esse álbum, o Queen adotou uma sonoridade diferente comparada com seus discos anteriores, fazendo grande uso de um piano e de muitos outros instrumentos nunca experimentados pelo grupo até então. Canções como "Love of my Life" e "Bohemian Rhapsody" fizeram um enorme sucesso, sendo executadas em todos os concertos do grupo desde então, e ajudaram a divulgar o álbum inteiro. Apesar de que Freddie Mercury e Brian May, o vocalista e o guitarrista do grupo respectivamente, compuseram a maioria das letras, o baixista e o baterista, John Deacon e Roger Taylor, também contribuíram com canções próprias, e todos trabalharam igualmente no arranjo das melodias. "Bohemian Rhapsody" é a canção mais inovadora do disco, dividida em três partes e sem refrão, a faixa mescla rock e ópera e foi recebida com descaso pela gravadora do grupo, que não acreditou em seu sucesso devido a sua estrutura, mas, assim que foi lançada, a canção foi um sucesso nas paradas e tornou-se a marca registrada da banda. Todo o instrumental do álbum foi gravado separadamente por cada membro do grupo em diferentes estúdios, e a capa foi obra de Freddie Mercury.
Assim que foi lançado, A Night at the Opera estreou direto no topo da UK Albums Chart, do Reino Unido, e chegou ao quarto lugar na Billboard 200 dos Estados Unidos, sendo o disco que levou o Queen a atingir popularidade mundial e a se consagrar no mundo da música. O disco também foi um sucesso de crítica, frequentemente apontado como um dos melhores discos da música em geral, tendo vendido mais de cinco milhões de cópias nos anos 70, um número impressionante para os mercados da época.

Gravação e produção
Para que cada membro pudesse se dedicar mais ao trabalho, os quatro integrantes do grupo decidiram realizar suas respectivas gravações em estúdios separados. A produção começou em agosto de 1975 e foi concluída rápido, em menos de um mês, já que não houve envolvimento de nenhum músico externo, e todo o trabalho foi realizado na Inglaterra. O vocalista, Freddie Mercury, gravou a maioria de seus vocais e também as partes de piano num pequeno estúdio em sua própria casa, na cidade de Londres. O cantor se dedicou arduamente a canção "Bohemian Rhapsody", cuja letra e melodia foram totalmente compostas por ele, com o cantor descrevendo essa música como seu "bebê"; as gravações para essa faixa começaram no Rockfield Studios em 24 de agosto, depois de três semanas de ensaio, e, segundo os outros integrantes, Mercury preparou a música mentalmente com antecedência, e dirigiu a banda durante a produção. Mercury usou um piano Bechstein, que ele também usou vídeo promocional e em várias turnês posteriores. Devido à natureza elaborada da música, ela foi gravada em várias seções, e a junção foi realizada usando a batida da bateria para manter todos os acordes sincronizados.
O baterista, Roger Taylor, também realizou a maioria de seu trabalho em sua própria casa, e sua principal contribuição para o álbum foi a canção "I'm in Love with My Car", que ele havia pré-gravado algum tempo antes, também tocando as partes de guitarra na demo original. Quando levou a canção para o estúdio, o guitarrista Brian May pensou que fosse uma piada de Taylor devido a sua letra e estrutura simples, porém gostou da canção mesmo assim, e regravou as partes de guitarra para a versão final, na qual o próprio Taylor é o cantor principal. May foi o principal compositor e produtor ao lado de Mercury, tendo criado boa parte das canções, como "39", para a qual ele gravou os vocais em estúdio; para gravar suas partes de guitarra, May preferiu estúdios pequenos, procurando por uma atmosfera mais intimista, e além de guitarra, ele também gravou outros instrumentos para o álbum, incluindo uma harpa em "Love of my Life", também sendo o vocal principal de "Good Company". Para esse álbum, o baixista John Deacon criou sua primeira canção, "You're My Best Friend", faixa para qual ele também gravou as partes de piano elétrico com um Wurlitzer, já que Mercury não gostava desse instrumento.
Após finalizarem as gravações, os integrantes de grupo levaram poucos dias para completar a edição e masterização do disco já que eles mesmos realizaram a maioria do trabalho, com auxílio técnico do produtor Roy Thomas Baker, com o álbum tendo ficado pronto três dias antes da data de lançamento.

Lançamento e recepção

Um sucesso imediato no Reino Unido, assim que foi lançado o disco estreou direto no topo da UK Albums Chart, se mantendo em primeiro lugar por seis semanas não consecutivas, enquanto que o single principal, "Bohemian Rhapsody", se manteve no topo da UK Singles Chart por nove semanas seguidas. O disco rapidamente ganhou Disco de Platina no Reino Unido com mais de trezentas mil cópias vendidas, e mesmo tendo sido lançado um mês antes do final do ano, tornou-se o décimo segundo disco mais vendido do ano no país. Nos Estados Unidos, o disco chegou a quarta posição da Billboard 200, enquanto "Bohemian Rhapsody" chegou a nona posição da Billboard Hot 100, uma grande surpresa para a gravadora, que não acreditava que a canção seria uma boa promoção do disco. Em dois meses, o álbum vendeu um milhão de cópias nos EUA e ganhou Disco de Platina, sendo que hoje em dia as vendas já superam as três milhões de unidades. O álbum ainda chegou ao topo das paradas na Austrália, Holanda e Nova Zelândia.

A Night at the Opera também foi um sucesso de crítica, e é hoje considerado um dos maiores clássicos do rock and roll. Stephen Thomas Erlewine, do Allmusic, escreveu que o álbum é um "icônico marco dos anos 70", dizendo que é como a versão do Queen para o Led Zeppelin IV, mas que enquanto Robert Plant "celebra a obscuridade", Freddie Mercury optou por cantar com "majestade". Kris Nicholson, da revista Rolling Stone, escreveu que o que mais impressiona é a "facilidade com que o Queen põe tantos estilos juntos em harmonia". No Melody Maker, John Grat descreveu o álbum como "muito forte" e recomendou aos ouvintes que "o colocassem no último volume e aproveitassem", enquanto Marck Nutts, da BBC, escreveu que o Queen demonstrou ter um potencial "ilimitado" com esse disco, apontado por ele como "o ponto alto de 1975".





Nenhum comentário:

Postar um comentário